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Já Blum e Kundson afirmam que "o jornalismo científico tem sua fórmula própria. Além do uso de analogias, metáforas e outros recursos que clarifiquem conceitos difíceis da ciência, o redator deve valer-se da criatividade ao escrever a notícia. Ao contrário dos cientistas, que têm o objetivo de divulgar aspectos específicos de um tema entre um público já informado, o jornalista quer explicar, educar e, principalmente, não tornar a leitura pesada ao leitor".
Kreinz e Pavan, por sua vez, lembram que, "antes de redigir a matéria, o jornalista deve pensar tanto no veículo que irá divulgar a matéria como no público-alvo daquela determinada publicação. Dependendo do perfil dos leitores, o repórter deverá fornecer mais ou menos detalhes sobre determinado tema, sendo, dessa forma, ou mais específico, ou mais generalista".
Além do cuidado com a linguagem, os teóricos também recomendam a humanização dos relatos, uma vez que esta busca aproximar o leitor da informação, para torná-la mais compreensível. Leva-se a informação até o ambiente do leitor, de maneira que ele a sinta e a entenda. Humanizar não significa escrever para o leitor, mas redigir de tal modo que a notícia tenha um sentido para ele. Uma forma simples de humanizar uma história é enquadrar o personagem de um acontecimento no mesmo cenário da maioria dos leitores (Luz, 2009).

Figura 1. Tradução de Conhecimento
Suas características são (Kammen, 2006):
- Organização e administração de foruns para tomadores de decisão e investigadores;
- Construção de relações de confiança;
- Desenvolvimento de agendas objetivos comuns;
- Enfoque de oportunidades mútuas;
- Clareza nas necesidades de informação;
- Síntese de investigação focada nas políticas de alta relevância;
- Entendimento da síntese de investigação e fácil acesso às evidências;
- Desenvolvimento de capacidades para a tradução do conhecimento;
- Monitoramento do impacto da redução do hiato entre o conhecimento e a tarefa.
Sua aplicação:
A experiência do Ministério da Saúde da Holanda, onde por meio de três passos estratégicos se buscou vencer a barreira existente entre o conhecimento e o desenvolvimento de políticas públicas sobre práticas assistidas de fertilidade.

Figura 2. Passos no desenvolvimento
Figura 3. Pontos chave para o êxito
Artigos recomendáveis disponíveis em texto completo:
- Dobbins M, Robeson P, Ciliska D, Hanna S, Cameron R, O'Mara L, DeCorby K, Mercer S. A description of a knowledge broker role implemented as part of a randomized controlled trial evaluating three knowledge translation strategies. Implementation Science. 2009. 4(23): 1-9.
- Gagliardi A, Perrier L, Webster F, Leslie K, Bell M,Levinson W, Rotstein O, Tourangeau A, Morrison L, Silver I, Straus S. Exploring mentorship as a strategy to build capacity for knowledge translation research and practice: protocol for a qualitative study. Implementation Science. 2009. 4(55): 1-8.
- Gorissen W, Schulpen T, Kerkhoff A, Heffen O. Bridging the gap between doctors and policymakers. The use of scientific knowledge in local school health care policy in The Netherlands. European Journal of Public Health. 2005. 15(2): 133–139.
- Green C, Moehr J. Decision Support for Governing Boards of Integrated Delivery Networks: Explicating versus Eliciting Knowledge. AMIA. 2003. 854.
- Kammen J,Savigny D,Sewankamboc N. Using knowledge brokering to promote evidence-based policy-making: the need for support structures. Bulletin of World Health Organization. 2006. 84: 608-612.
- Luz LH. A tradução do conhecimento científico nas máterias de saúde da Revista Veja. Rev. Estud. Comun.2009. 10(21): 91-97.
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