| A OPAS/OMS no Brasil participa do lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012 |
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O Ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; acompanhado pelo Secretário de Vigilância em
Saúde, Jarbas Barbosa, do Coordenador da Unidade Técnica de Doenças Transmissíveis
e Não Transmissíveis – OPAS/OMS, Alfonso Tenório; do Secretário Executivo do
CONASS, Jurandi Frutuoso; e do Secretário Executivo do CONASEMS, José Ênio Servilha Duarte; lançou a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012. Também foram apresentados os dados do Levantamento
de Índices Rápido para Aedes aegypti
(LIRAa) e o Monitoramento da Dengue nas redes sociais.
O
lançamento ocorreu em Brasília, no dia 5 de dezembro de 2011, durante uma coletiva
de imprensa. Estiveram também presentes a coletiva o Diretor do Departamento de
Vigilância das Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch Pessanha
Henriques; o Consultor OPAS, Haroldo Bezerra; e o Professor da Universidade
Federal de Minas Gerais, Mauro Teixeira. A campanha terá como slogan “Sempre é
hora de Combater a Dengue”, o objetivo da campanha é reforçar sensibilização da
população sobre a importância da prevenção contra os criadouros do Aedes
aegypti, realizando ações simples como lavar com bucha, água e sabão o
interior dos recipientes que acumulem água, isso pelo menos uma vez por semana,
desobstruir as calhas, tampar bem as caixas d’água e recolher o lixo e
colocá-lo em lugar adequado e protegido das chuvas.
O Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa; falou da importância de que população se mantenha alerta “O slogan da campanha é uma maneira de alertar a população a adotar comportamentos cotidianos, como limpar os quintais, colocar areia nos vasos de plantas, fechar o lixo com saco plástico, entre outros. Essas ações fazem a diferença e devem ser repetidas durante todo o ano, não somente no verão”, explicou. O Ministro Padilha reforçou a necessidade da antecipação das ações e sempre focadas no controle dos focos de mosquitos. “As ações de controle e combate à dengue devem se antecipar aos problemas. Isso se resume ao controle do foco do mosquito da dengue. Esse é o tema principal da campanha deste ano. Com a campanha, pretendemos alertar a população sobre a importância de manter hábitos simples de combate à doença”
Foram também apresentados os dados
do LIRAa de 2011, dos 561 municípios
pesquisados, 48 estão em situação de risco de surto de dengue (índice de
infestação >3,9%), 236 em alerta (entre 1 e 39%) e 277 apresentam índices de
infestação aceitáveis (<1%). Dos municípios capitais quatro tem risco de
surto (Cuiabá/MT, Rio Branco/AC e Porto Velho/RO); quatorze estão em alerta (Recife/PE,
Belém/PA, Salvador/BA, Campo Grande/MS, Palmas/TO, Manaus/AM, Maceió/AL), São
Luís /MA, Aracaju/SE, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Goiânia/GO, Brasília /DF,
Boa Vista/RR; e dez têm situação satisfatória
(São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Porto Alegre/RS,
Teresina/PI, João Pessoa/PB, Natal/RN, Macapá/AP e Fortaleza/CE). O LIRAa
possibilita aos gestores municipais atuarem de forma mais eficaz para a
eliminação dos criadouros de mosquitos nos estratos com os maiores índices de
infestação. Clique aqui e confira o mapa de infestação dos municípios, segundo o LIRAa 2011.
Neste ano, o LIRAa foi ampliado para 561 municípios, um acréscimo de 53% com relação a 2010, quando foi realizado em 427 cidades. O levantamento passará a ser feito, pelo menos, três vezes ao ano. A medida tem como objetivo possibilitar que as comunidades conheçam os lugares mais críticos.
Além da campanha e do LIRAa o Ministério da Saúde apresentou o “Observatório da Dengue pelas redes sociais”. Essa ferramenta está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INWEB), da Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio da OPAS/OMS e MS. A utilização dessa ferramenta permitirá o monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas na rede social Twitter sobre dengue. As mensagens são filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais de suspeita de dengue, são monitoradas e avaliadas. Essa estratégia é inédita no país.
Clique aqui e acesse a apresentação realizada pelo Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
fonte: SVS/MS