| Programa de Cooperação Internacional em Saúde |
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Diante dos processos de reforma sanitária em curso nos diversos países, há uma procedente preocupação das autoridades nacionais e da OPAS/OMS que se orienta em duas direções:
a) mobilizar cooperação técnica para estimular e fortalecer esses processos em cada país;
b) promover laços de solidariedade para o intercâmbio e a difusão de conhecimentos e tecnologias que favoreçam o desenvolvimento bem sucedido de tais processos em toda Região.
Nesse contexto, o Ministério da Saúde/FIOCRUZ e a Representação da OPAS/OMS no Brasil engajaram-se na elaboração de um Programa de Cooperação Internacional em Saúde (TC-41), a ser desenvolvido, congregando iniciativas em andamento nos diversos países da Região, tendo como referência a capacidade técnico-científica da Fiocruz e outras instituições nacionais.
Essa iniciativa corresponde a uma das orientações atuais da Direção da OPAS/OMS, que recomenda o desenvolvimento de projetos a partir dos próprios países, visando dinamizar esses processos de cooperação técnica e intercâmbio de forma mais interativa entre as instâncias descentralizadas da Organização e dos países.
De parte do Governo Brasileiro há interesse em divulgar a proposta do seu sistema de saúde, com o intuito de fortalecê-lo em duplo sentido: mediante intercâmbio de conhecimentos e tecnologias acumulados por outros países, bom como visando o reconhecimento internacional como modelo de política de saúde. Esse ponto de vista corresponde a diretrizes gerais da política externa brasileira, visando formar blocos de aliança com outros países em defesa de interesses comuns. No caso, o que se almeja é o fortalecimento de uma proposta para a saúde cujo escopo doutrinário aponte para a construção de sistemas de saúde de cobertura universal, equânime e integral.
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