| Representantes da OPAS/OMS no Brasil participam de Seminário e Fórum sobre segurança no trânsito promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. |
No evento, ocorrido
nos dias 19 e 20 de Abril de 2012, foi
fortalecido o papel da Organização na Década da Segurança no Trânsito e, em
particular, seu interesse pela crescente circulação da motos no Brasil,
e os problemas decorrentes.
O IV
Seminário Álcool e drogas, desenvolvido em conjunto com o II
Fórum de Segurança
e Saúde no Trânsito, foi um evento realizado pelo Departamento
de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo e o Instituto de Ortopedia e
Traumatologia HC/FM-USP, no Teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo, tendo como público cerca de 250 profissionais da área de trânsito,
de saúde e segurança pública (policiais
militares e polícia rodoviária).
A temática abordada vai ao encontro da atenção aos fatores de risco e grupos vulneráveis diretamente contemplados nos programas da OPAS no Brasil e no México, como o Projeto RS-10 (projeto Vida no Trânsito, no Brasil.)
No
dia 19, Eugênia Rodrigues, Consultora Regional da Organização Pan-americana de
Saúde (OPAS), Washington, apresentou “Ações da OPAS na redução de acidentes de
motocicletas e situação nas Américas” onde um primeiro momento
foi dedicado a contextualizar a situação brasileira relativamente ao tema
demonstrando o quanto a situação local espelha, em muitos aspectos a situação
da Américas. Do Brasil ressaltou-se o
crescimento vertiginoso das mortes de usuários de motocicletas e ciclomotores
na última década, e a preocupação do Ministério da Saúde com o tema.
Lembrou-se ainda a relação do quadro atual com aspectos tais como a vulnerabilidade intrínseca desta modalidade de transporte, problemas nas politicas de transporte público, o déficit de mobilidade urbana vigente, maior acesso de segmentos sociais a bens de consumo fazendo a produção e a venda destes veículos dispararem. Embora o tema alcance visibilidade em grandes cidades, uma atenção especial foi dedicada ao que vem ocorrendo em cidades de pequeno e médio porte, particularmente nas regiões Centro-Oeste, Norte de Nordeste do país onde, onde há cidades em que a frota de motos superam em sete vezes a de automóveis.
Relativamente às Américas revela-se um estarrecedor aumento de 136% nas mortes de motociclistas na Região, entre 2000 e 2007, em um ritmo mais alto do que usuários de qualquer outra modalidade, com diferenças significativas nas tendências de mortalidade por sexo – enquanto a proporção de indivíduos do sexo masculino tende a ser, em média de 4:1 nos eventos como atropelamentos e choques de automóveis, a proporção de óbitos de indivíduos do sexo masculino relativamente ao sexo oposto em países como a Colômbia chega a 7:1.
Os dados para países do Cone Sul (onde foram
incluídos Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) mostram-se dos mais
preocupantes, tanto no que concernem as taxas, quanto no percentual de
informações imprecisas. Conclui-se
lembrando ser essencial para melhor entender
as causas e os determinantes sociais desta situação a
compreensão da influência da
falta de políticas adequadas de transporte
público, a infraestrutura para usuários mais vulneráveis
das vias, limites de velocidade, a falta de conhecimento sobre os riscos da motocicleta. Finalmente, lembrou-se serem
necessárias medidas urgentes de autoridadesdos sectores de transporte e saúdepara reverter estas tendências.
Leia mais sobre o evento neste link.
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