| Capacitação de mulheres indígenas |
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Foi realizada entre os dias 21 e 23 de setembro no município de Tabatinga/AM uma oficina para a capacitação de mulheres indígenas do Alto Solimões em elaboração de projetos comunitários. Esta oficina foi fruto da articulação do Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutrição, Carteira Indígena do Ministério do Meio Ambiente e FUNASA/MS e contou com a participação de 30 mulheres indígenas, técnicos do MMA , da FUNASA e da OPAS/OMS.
O grupo de mulheres foi capacitado com o objetivo de que elas possam participar da Chamada Pública para Mulheres Indígenas da Carteira Indígena/MMA elaborando projetos voltados a fortalecer o protagonismo das mulheres indígenas na promoção da segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas e na gestão ambiental de suas terras, promover a revitalização das atividades e técnicas tradicionais desenvolvidas pelas mulheres bem como o manejo tradicional, produção de bens e utensílios e praticas de saúde.
As mulheres presentes demonstraram uma enorme satisfação pela iniciativa das agências da ONU que integram o programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional e do Ministério do Meio Ambiente, por meio da Carteira Indígena em convidar, pela primeira, vez um grupo composto somente por mulheres. Isto é uma valorização e orgulho para as mulheres do Alto Solimões, afirmou uma líder comunitária da Aldeia Umariaçú II.
Estiveram presentes mulheres pertencentes a associações de mulheres, lideres comunitárias e mulheres que se destacam no trabalho comunitário de suas aldeias. O grupo contemplou as aldeias pertencentes aos municípios de Tabatinga, Beijamin Constan e São Paulo de Olivença. O processo de convite , mobilização e apoio no transporte foi feito pela Fundação Nacional de Saúde, por meio do DSEI Alto Solimões.
Durante a realização da oficina o grupo de mulheres foi visitado pela equipe do Projeto Amazonaids, que estavam na região discutindo uma agenda para o fortalecimento da atenção a mulher amazônica e teve a oportunidade de conversar e conhecer a realidade dessas mulheres.
Na avaliação dos instrutores e colaboradores o grupo de mulheres está qualificado à elaborar projetos e se espera que o Alto Solimões possa enviar um número significativo de projetos para concorrer na referida chamada.
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