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| Família de Classificações internacionais: um tijolo para a interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde |
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Continuamente, as faculdades de medicina do mundo, conforme contexto cultural, epidemiológico e tecnológico específicos, apresentam novas classificações em temas de saúde. Eventualmente, as classificações poderiam ser propostas para contextos mais amplos, sendo mais extensivamente utilizadas pela comunidade médico-científica internacional.
A partir da criação da rede da família de classificações
internacionais de saúde (WHO-FIC), a OMS assume a responsabilidade de
considerar novas classificações propostas, submetendo-as a comitês de
peritos, propondo ajustes e apresentando-as como uma classificação
internacionalmente padronizada.
A rede é composta por 19 centros
colaborativos nacionais ou regionais e pelos escritórios regionais da OMS. Estas unidades funcionam como centros articuladores com as escolas
de medicina, assumindo o desenvolvimento, manutenção e divulgação de
classificações em tema de saúde, assim como as de doenças, deficiências,
funções fisiopatológicas etc.
As classificações compartilhadas,
padronizadas e de fácil utilização são um componente indispensável para
o desenvolvimento dos sistemas de informação de saúde dos países. Em
primeiro lugar, a padronização da linguagem médico-cientifica, podendo
criar dados mais homogêneos, eliminando ao máximo o número de
ambiguidades. Em seguida, a limpeza das bases de dados torna-se um
processo simples e que economiza tempo. Consequentemente a extração de
informações para a tomada de decisão torna-se muito mais rápida, viável e
confiável.
Em segundo lugar, o sistema de informação de saúde
produz estatísticas epidemiológicas e atualizações de números em nível
de atendimento de serviços de saúde a cada ano. Estas estatísticas são
consolidadas pela OMS e pelos escritórios regionais em relatórios
anuais, que permitem monitorar avanços dos países e compará-los entre
si. Este processo de comparação seria menos confiável caso as
estatísticas produzidas se baseassem em diferentes metodologia de
colheita de dados, como aconteceria em caso de ambiguidades
terminológicas. Portanto uma padronização da terminologia de doenças é
ferramenta indispensável de interoperabilidade.
A torre de Babel
da terminologia de saúde não se restringe apenas ao processo de
padronização. Identificamos, da mesma forma, a questão de como divulgar
uma terminologia padronizada e fazer que toda a multidão de operadores
de saúde a utilize na certificação de óbito e no diagnóstico clínico de
cotidiano. O trabalho de padronização, já muito pesado em sim, torna-se
também um trabalho enorme de formação, contanto que os operadores de
saúde aceitem utilizar classificações determinadas "de cima para baixo".
A coordenação presencial entre os centros colaboradores da
WHO-FIC, para o ano de 2012, foi realizada em Brasília, entre 13 e 19 de
outubro, e a agenda proposta para os meses seguintes é realmente
impressionante. Além disso, a interoperabilidade dos sistemas de
informação em saúde dos países não é apenas uma questão de terminologia
médica, há muito mais!
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Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, 70800-400 Brasília, DF, Brasil |


