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| Dados Vigitel sobre diabetes no Brasil são apresentados em coletiva de imprensa |
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Durante o congresso internacional da Rede CARMEN realizado em Brasília, com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do Representante da OPAS/OMS no Brasil, Dr. Joaquín Molina, do vice Diretor da OPAS, Dr. Jon Andrus, representantes da imprensa e da sociedade civil, foram apresentados oficialmente os dados colhidos pelo Ministério de Saúde no inquérito telefônico Vigitel sobre o diabetes no dia 09 de maio de 2012. Os números apresentados mostraram que dentre os adultos (idade igual ou maior a 18 anos), 5,6% se declararam ser afetados pelo diabetes (6% no sexo feminino e 5,2% no masculino).
A percentagem de diabetes está diretamente relacionada com a idade e
inversamente do nível de escolaridade. Ela aumenta progressivamente a
partir da faxia etária entre 18-24 anos (0,6%) até a de mais que 65 anos
(21,6%) e, dentro das mesma faixas etárias, a baixa escolaridade (igual
ou menos de 8 anos de estudos) representa papel negativo.
Comparando as capitais dos estados e o Distrito Federal o menor
percentual foi encontrado em Palmas-Tocantins (3%) e o maior em
Fortaleza – Ceará (7%). Este dado não foi padronizado por idade, talvez
refletindo também as diferenças na composição etária das capitais.
Inquéritos Vigitel realizados entre 2006 e 2010 mostraram percentagens
de diabete crescentes (5,2 – 6,3%). Em 2011, pela primeira vez,
aconteceu uma inversão de tendência.
Não são constatadas alterações no número de óbitos por diabete (28,8 por
100 mil habitantes em 2010) ou na percentagem de obesidade (49% dos
entrevistados tem um Index de Massa Corpórea maior de 25% no 2011).
Os gastos com internações em 2011 por diabetes atingiram 87,9 milhões de Reais.
O número de internações aumentou de 131.734 em 2008 para 148.452 em
2010. Porém, em 2011, a curva das internações teve uma tendência à
diminuição.
O Ministro da Saúde comentou que, em 2011, o sinal positivo de
diminuição de percentagem de diabetes é devido aos programas de educação
do governo que começam à difundir hábitos de alimentação mais
saudáveis.
A diminuição de internações foi possibilitada pelo acesso universal
gratuito aos medicamentos. No Continente Americano há Estados onde o
diabetes atinge percentagens muito altas, como na Argentina (9,3%), nos
Estados Unidos (8,7%) e no Chile (6,3%).
Por esta razão o Dr. Andrus realçou a importância de uma resposta
conjunta de parceiros dos governos, sociedade civil e empresas sob a
coordenação regional da rede CARMEN.
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Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, 70800-400 Brasília, DF, Brasil |


