
| Implementação e progresso |
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O Projeto Vida no Trânsitofoi lançado oficialmente no Brasil em junho de 2010, pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão (leia aqui sobre o evento). Nos meses seguintes iniciaram-se os processos de arquitetura intersetorial junto a secretarias de saúde, transportes e segurança pública das cidades selecionadas, congregando órgãos de trânsito, urbanismo, educação, unidades policiais, SAMU, bombeiros entre outros segmentos, em oficinas de planejamento e capacitação para o desenho do projeto nos âmbitos locais.
Desta primeira fase resultaram a constituição de comissões intersetoriais executivas e consultivas locais, planos de ação visando intervenções mais imediatas e horizontes mais amplos, visando a Década de Ação pela a Segurança no Trânsito. Os profissionais locais foram ainda introduzidos aos fundamentos da Estratégia de Proatividade e Parceria com os parceiros da GRSP, dando já início a um processo de qualificação e da informação relativa aos acidentes de trânsito nas cidades – dados relativos às características dos eventos (tipo de acidente, hora, local, veículo etc.) e das vítimas envolvidas (idade, sexo, lesões, entre outros).
Reuniões de 2010.
(clique nas imagens para visualizá-las em tamanho maior)
Este processo envolveu a interação de técnicos locais (particularmente setores ligados a in-formação na saúde, segurança pública e trânsito), com setor de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde e parceiros da GRSP em procedimentos de linkagese pareamentos, visando a complementação de informações e eliminação de redundâncias em dados advindos de diferentes fontes que alimentam os sistemas existentes.
A filtragem dos dados e o enriquecimento da informação – processo em contínuo aperfeiçoa-mento – proporcionou o traçado de um quadro mais fiel da acidentalidade local, e uma per-cepção fundamentada do problema em cada cidade. Tal quadro, por sua vez, permitiu o de-senvolvimento da etapa seguinte iniciada em fins de 2010: a análise da informação, de modo a se identificarem os fatores de risco chave, a serem trabalhos de forma associada aos dois principais, anteriormente definidos (álcool e velocidade). A análise padronizada da situação nas cidades revelou quadros em que a incidência de ocorrências envolvendo motociclista, pedestres, jovens condutores ou deficiências na infraestrutura revelou-se mais ou menos aguda a depender do caso. E da análise de cada quadro iniciou-se o desenho de programas voltados aos enfrentamento efetivo das principais caudas das mortes e lesões no trânsito.
O projeto vem tendo sua sequência desde então, seguindo as diretrizes gerais respeitando, contudo as particularidades e prioridades locais.
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