A seleção de variantes resistentes do HIV durante a exposição ao tratamento (resistência adquirida) e sua transmissão é um importante desafio para a efetividade da terapia antirretroviral em pacientes em terapia, assim como para a efetividade e sustentabilidade dos próprios programas nacionais de acesso universal à atenção, tratamento e cuidado. Em 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o primeiro Relatório Global da Resistência do HIV aos antirretrovirais. A publicação inicia a discussão sobre os próximos passos para a vigilância da resistência do HIV na América Latina e Caribe. As evidências baseadas em revisões sistemáticas, recentemente publicadas, apontam que na América Latina e Caribe cerca de 6% dos novos casos de infecção pelo HIV apresentam alguma resistência a medicamentos antirretrovirais. Segundo uma metanálise de dados regionais de estudos realizados entre 1993 e 2008 (Frentz et al, 2012), posicionando a região entre Europa e América do Norte, que apresentam maiores prevalências de resistência, 10 e 12% respectivamente, e África e Ásia, com menores prevalências, cerca de 4%.








