“O aborto induzido é um problema de saúde pública”, diz perito em obstetrícia


O coordenador do Grupo de Trabalho sobre Prevenção do Aborto Inseguro da Federação Internacional de Ginecologistas e Obstetras (FIGO), Aníbal Faundes, disse hoje que “o aborto induzido é um problema de saúde pública, devido à sua alta frequência e às consequências para a saúde da mulher”, durante um painel sobre maternidade segura e acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, conduzido durante o 51o. Conselho Diretor da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).

Faundes falou sobre a prevenção do aborto inseguro e suas consequências na América Latina e Caribe. Ele notou que a mortalidade causada por abortos diminuiu de 30 por 100,000 em 1990 para 10 por 100,000 em 2008. Ainda assim, “temos uma das maiores taxas de abortos inseguros do mundo”.

Faundes comparou a situação das Américas com a da Europa, onde o aborto é legal e acessível. “Criminalizar o aborto não funcionou”, disse, acrescentando que há vários níveis de intervenção para prevenir abortos. Eles incluem prevenir a gravidez indesejada, facilitar os abortos legais em circunstâncias seguras e educar as mulheres para prevenir futuros abortos.

 
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