O planejamento familiar é a chave para reduzir a mortalidade materna, diz especialista do UNFPA


Laura Laski, diretora de Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) destacou que o planejamento familiar é uma das intervenções de maior relação custo/benefício para diminuir a mortalidade e morbidade materna, e além disso colabora para melhorar a situação de pobreza das famílias e empoderar às mulheres, se elas têm a capacidade de decidir.

Laski afirma que ainda que a região tenha progredido em matéria de planejamento familiar, esse avannço acontece principalmente nas mulheres casadas ou em união civil. Ela frisou que a taxa de fecundidade adolescente é muito alta na região. Também se referiu às desigualdades existentes no acesso ao planejamento familiar e comentou que as pessoas de menores recursos ou que vivem em zonas rurais têm menos acceso o planejamento familiar.

A especialista do UNFPA assegurou que a educação “é um fator protetor”, mas que a região continua tendo altas taxas de gravidez adolescente. Enfatizou também o papel que tem o planejamento familiar para prevenir a gravidez insegura.

Laski indicou que para abordar estas desigualdades e brechas é necessário abordar e concentrar em certos grupos a promoção do uso de anticoncepcionais. Não basta oferecer serviços, é preciso também assegurar o acesso à educação sexual, observou Laski.

 
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