Houve progresso na redução da mortalidade materna nas Américas, mas ainda não é suficiente, dizem especialistas

“As Américas tiveram um significativo progresso na redução da mortalidade materna, mas ainda não é suficiente”, disse a diretora da OPAS, doutora Mirta Roses.

Como participante de um Painel sobre Maternidade Segura e Acesso Universal à Saúde Sexual e Reprodutiva, a doutora Roses afirmou que “o progresso em reduzir a mortalidade materna não é suficiente para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015.”

“Cerca de 95% da mortalidade materna na América Latina e no Caribe ocorre por causas preveníveis que sabemos como combater”, lamentou a doutora Roses, acrescentando que as pessoas mais afetadas são as mulheres pobres, as adolescentes e as mulheres de descendência indígena ou africana que vivem em áreas rurais ou com pouca oferta de serviços.

De acordo com a diretora da OPAS, a violência contra as mulheres, a gravidez indesejada, a falta de acesso aos métodos de planejamento familiar, o acesso limitado aos serviços obstétricos essenciais e a falta de pessoal de saúde treinado estão entre os principais fatores que contribuem para as mortes maternas na Região.

O Conselho Diretor da OPAS pretende aprovar esta semana uma estratégia e plano de ação para acelerar a redução da mortalidade materna nas Américas e no Caribe.

 
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