| Espaços Colaborativos na BVS: características e desenvolvimento |
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Esta é, aliás, uma das características diferenciadas dos Espaços Colaborativos: permitir que diferentes pessoas, independentemente de sua localização geográfica e disponibilidade possam participar e contribuir em uma determinada discussão ou com um documento sem a rigidez do horário, ou o risco de alguém que se incorpore ao grupo tardiamente não tenha acesso ao histórico ou venha a contribuir em uma versão desatualizada de um documento em elaboração. Com o passar do tempo, o conceito de Espaço Colaborativo foi sendo aperfeiçoado não apenas para a BIREME, mas também para as instituições que fazem parte da Rede BVS. Incorporou-se que o conceito de Espaço Colaborativo não é simplesmente o ambiente virtual, o site na internet. Ele não existe até que seja utilizado e acessado, pois sua existência depende da troca de informação e conhecimento entre seus usuários. Assim, uma comunidade ou grupo de interesse terá sucesso apenas se tiver bem definido seu público-alvo e conhecidos os perfis de seus membros/usuários e o tipo de informação trocada entre estes. Neste sentido, cada vez que surge uma nova necessidade ou demanda por um Espaço Colaborativo, busca-se diagnosticar não apenas esta necessidade, como também é salientada a importância de explicar a necessidade de se ter um moderador do ECO na instituição que irá liderar as discussões e grupos de trabalho. O moderador é responsável, pelas definições e decisões acerca da comunidade ou grupo de interesse, ou seja, embora sejam sugeridas boas práticas sobre comunidades virtuais (tais como o guia de comunidades de prática da OPAS) cada moderador tem a liberdade de definir sua dinâmica e metodologia de trabalho, como conteúdos, temas, dinâmica das discussões, número de participantes, existência ou não de encontros on-time, atividades específicas, etc. Neste processo de desenvolvimento, e também em consideração as características e funcionalidades que foram necessárias ao contexto, foram estabelecidos pouco mais de 54 Espaços Colaborativos desde 2004, sendo que 36 deles se consagraram (Tabela 1) e outros cumpriram sua função e operação. Como exemplos de experiências exitosas em operação, se destacam:
O desenvolvimento de um Espaço Colaborativo tem início com o diagnostico das necessidades de informação junto às contrapartes, após o qual, a BIREME procede com a instalação da plataforma tecnológica, elaboração de uma identidade visual convergente com o projeto ao qual o ECO está associado, e realiza as configurações e customizações que incluem a seleção de funcionalidades, temas, conteúdos, etc. Após a fase de testes do protótipo que é realizada juntamente com o gestor de cada Espaço Colaborativo e usuários potenciais, o mesmo torna-se operacional e disponível para ser utilizado. A partir deste momento, o moderador/gestor do ECO assume o protagonismo e realiza a articulação da rede social, contando com o suporte da BIREME nesta operação. Veja na Tabela 1 os ECOs atualmente ativos.
Para saber mais: Portal do Modelo da BVS - http://modelo.bvsalud.org/vhl/metodologias-e-tecnologias/comunidades-virtuais-2/ BARROS, J. A.; SOUSA, J. L.. Interação social no contexto da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). In: XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias e II Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais, 2010, Rio de Janeiro. Anais do XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias e II Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais, 2010.
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